02 dezembro 2008

FEIJOADINHA - BOHEMIA - E CAMUS


São Paulo, pega de surpresa, por quem não a conhece muito, tb surpreende..
vc chega assim , como quem não quer nada, só pra esperar alguém, num boteco "apenas" bem localizado: Alamaeda Jaú com Augusta. Pede uma Bohemia, o garçom te atende todo sorridente, simpático, e dizendo se vou querer a feijoada que está uma delícia...pergunto o preço e se dá pra duas pessoas.
Tomo a Bohemia que está geladinha, no ponto. Divido a feijoada que estava maravilhosa! e o preço super convidativo pra nós, reles mortais Qquase assalariados -
E somos felizes, próximos a Paulista...

É isto. quer conhecer? tomar a cervejinha Bohemia ? Feijoada bem gostosa pra dois por apenas 15 reais? ser bem atendido? É logo ali -
LANCHETERIA BANDEIRANTES III
ALAMEDA JAÚ 1539
tel. 3085-2346

Delivery (área limitada)
11 - 308523-46

(achei que a couve não era tão mineira assim, uai!) Ninguém é perfeito!

27 novembro 2008

"A página infinita da Internet
By José Saramago

Acabamos de sair da conferência de imprensa de São Paulo, a colectiva, como dizem aqui.
Surpreende-me que vários jornalistas me tenham perguntado pela minha condição de blogueiro quando tínhamos atrás o anúncio de uma exposição estupenda, a que é organizada pela Fundação César Manrique no Instituto Tomie Ohtake, com os máximos representantes e patrocinadores, e com a apresentação de um novo livro à vista. Mas a muitos jornalistas interessava-lhes a minha decisão de escrever na “página infinita da Internet”. Será que, aqui, melhor dito, nos assemelhamos todos? É isto o mais parecido com o poder dos cidadãos? Somos mais companheiros quando escrevemos na Internet? Não tenho respostas, apenas constato as perguntas. E gosto de estar escrevendo aqui agora. Não sei se é mais democrático, sei que me sinto igual ao jovem de cabelo alvoroçado e óculos de aro, que com os seus vinte e poucos anos, me questionava. Seguramente para um blog."

http://caderno.josesaramago.org/2008/11/25/a-pagina-infinita-da-internet/

22 novembro 2008

Pros fantasmas
Acende uma vela.

E não “estamos budistas” o suficiente pra
Não esperar nada da realidade que nos decepciona.

Lembro de um natal que eu pedi uma boneca
Ganhei outra coisa.
Mas não esqueço da sensação
De esperar por papai Noel na janela

20 novembro 2008

acordo munida de escrita
internamente. madrugada adentro perdida de não-sono,
revirando poemas e frases que nao ouso dizer/escrever
como se um transtorno obsessivo -compulsivo, sim.

caderninho de espelhos ao lado
um livro por terminar
um romance inacabado

pura ficção- ou não.

17 novembro 2008

cena do dia:
um carrinheiro
seu cachorro
a chuva torrencial
- e uma capa de chuva feita com plástico grosso, daqueles de sofá, para o cachorro.

13 novembro 2008

às vezes
as imagens estão coladas a escrita
são altamente inspiradoras -
outras vezes
consome minha criatividade linguística.

04 novembro 2008

eu acreditaria em tudo que me dissessem as cartas de tarot
nao fossem tao ilusórias como meus sonhos e meu maior desejo - de acreditar.
"Não se pode ser infeliz, não se pode morrer em vida, não se pode desistir de amar, de criar. Não se pode: é pecado, é proibido (...) Não é possível adiar a vida"

Caio Fernando Abreu

17 outubro 2008



vazio de paredes
espaço fantasma
sombra-e luz final de tarde
janela
de cortinas invisíveis

e lá dentro povoa uma mulher
e uma xícara


apetrechos


um quartzo rosa
outra pedra que esqueci o nome
um dente de alho

um poema antigo
caderneta, caneta



celular de números apagados
batom
água só pra mim

e

necessaire de ti.


03 setembro 2008

Sampa, descendo a serra, 24 de setembro de 2008...(no bloquinho de anotações )

CARTA ABERTA À TRÓPIS


É incrível o nível de insistência de algumas pessoas . Insistir na felicidade, na troca de idéias, de ideias, de afetos, de conhecimento, de olhares.

Meu querido Ralf.

Tê-lo conhecido foi um dos presentes que ganhei.
Através do menino-bonito-Gunnar, vc veio a tiracolo.

No último dia 23 de setembro, lá no Encontro de cantores, senti uma felicidade tamanha..
Foi a voz do Gunnar ao telefone me convidandome comovendo, me convencendo a ir - subir a serra, abandonar o frio daqui de santos, a chuva, minhas dores(físicas/afetivas).
Vou pra Sampa.
Rever o Gunnar, e vc, Ralf não é apenas rever bons amigos - é dar um mergulho num imenso universo de humanidade, de convívio, de trocas, de conhecimentos.
Rever vcs, ouvir a Dessa cantando como uma sereia-afro, encantando a mim, a todos, ver parceiros amorosos em olhares e beijos, tudo isso me marcou.
Revê-los já é um show a parte - e ver o show dos artistas então... Foi realmente como se eu estivesse num grande evento - de profissionais - amadores "apenas" no sentido da palavra - amador - aquele que ama...

Revê-los e ouvir a gaita do Peu - e ver o artista-pai amarrando o tênis do filho no palco...
e ver uma moça dançando muito e depois sabê-la - Soninha, a vereadora..
Voltei com uma grande sensação de que algo não se perdeu. Nem em mim, nem em ninguém. como se eu fosse acometida do verbo esperançar de Paulo Freire...
Nutri-me de vocês ! - dos olhares, das músicas, da poesia, do aconchego, da acolhida. Nutri-me de todos - cada um do seu jeito - e eram tantos jeitos que me parti em milhares - adorei isso, esse mosaico ao qual me refiz!



Quando acabou o som na Monte Azul, com gosto de quero mais(ficaríamos ali dançando muito, né Ralf?), e vi o povo perguntando-meio-afirmando: Vamos subir?, nao entendi a princípio que subir era ir para a Trópis-casa...e fui sendo levada.

Levada para Subir mesmo, para elevar-se, literalmente, às estrelas, ao som, à música, aos músicos, aos instrumentos, ás vozes e risos de todos. Uma comunhão. Uma poesia ter estado em 'SUA" casa...

dia seguinte café da manhã com pão integral , uma criança nas pernas de um pai, conversa inteligente logo cedo, sessão de fotos com a Bel na "sacada-laje" , a Paula se agilizando pra fazer o almoço, a cozinha que ja tinha sido limpa por alguém(quem-limpou-tudo-AQUILO ????) (sim, pq essas reuniões, minha gente, deixa mesmo uma ba-gun-ça!!!)

Revê-los É ficar com vontade de comer o bobó de camarão da Paula, mas..isso é outra história, deixa pra próxima vez...

Fui embora com a explicação de como chegar ao Ponto de ônibus - segue em frente, vira a direita, segue em frente de novo, vira a direita e segue em frente...(eu , com aminha noção espacial comprometida) - e o Ralf - "Não olhe pra trás - segue em frente"... e foi oque eu fiz - e cheguei!

então , meu querido...fica aqui meu desejo que a casa seja mesmo COMPRADA ! que seja DE VOCÊS TODOS E DE MIM E DE QUANTOS MAIS CHEGAREM POR AÍ !

nao posso deixar de esnobar meu inglês: AI LÓVI IU !

BJs bjs
com carinho IMENSO BEL
ùltimo dia de aula. 3/9/08
converso com as crianças. parece qua a ficha nao caiu. falo que virá outra professora. amores fugazes.
a pequena Vitória com um gorrinho - a vó cortou seu cabelo, todo desfiado - ela estava com piolhos. ela me abraça e eu choro -vejo nela a menina que fui um dia - então - me abraço nela.choro muito.
aliás, ultimamente, tenho chorado bastante.
descoberta tb a história do outro aluno danado: mãe, avó - prostituTas, a mãe drogava-se, o pai foi assassinado durante a gravidez, a mãe e a vó sumiram no mundo., o vô nao cuida. a bisa pegou a guarda - claro - o juiz deu pra essa senhorinha a guarda do bisneto. 70 anos. ela nao aguenta com ele. nem eu, nem o esquema, nem as futuras instiuições...
no final do dia , a tia de um aluno vem me avisar - o pai, que é PM tomou um tiro na cabeça.
quantos personagens desses, piores ainda encontraremos sem conseguir cuidar, acolher , educar??
cansada, largo um período de aula.
e fico ainda sem saber oq fazer com esse tempo livro.
então, escrevo.

16 agosto 2008

nao estou em dias de ser um pseudônimo na vida,
tenho sido eu mesma, mesmo que nao queira,
e é tanta dor e tanta bangunça e tanta alegria que deixa eu ser eu enqto consigo...

e sermos um aforisma, às vezes é tão necessário qto ser a gente ou qto ser um pseudônimo...

fico com o Cazuza

"Eu protegi seu nome - por amor
e um condinome Beija-Flor.."

30 junho 2008

tudo em volta
qua-dra-di-nho.

parecia uma cela
a sala.

sentiu vontade de sair correndo.
no primeiro dia nao saiu
nem no segundo
nem no terceiro
demorou anos
um dia, nao foi trabalhar.
pegou o ônibus e voltou pra casa...
que era tão longe, q ele adormeceu
e passou do ponto.
parou em frente ao trabalho.
entrou, sentou e desejou partir.sempre.

e desistiu.
tão sozinho, o velhinho ficava no bar
bebendo um trago
fingindo que lia(nada mais lhe interessava)
rabiscava letras num caderninho antigo
e cuidava de si
como desleixado faxineiro.
contava os dias que já nao esperava por vir
só lembrava de um abraço perdido, de surpresa
em frente a um teatro - ou seria um cinema, ou seria uma praça?
ou seria um corredor de hotel?
mas era o abraço da mulher amada.
isso ele sabia.
sentiu saudades do caderno de perguntas
eram perguntas tolas, mas que faziam todo sentido, era um orkut que passava de mão em mão, cada um demorando um tempo pra responder, levava pra casa, tentava adivinhar se as respostas eram verdadeiras(na maioria das vezes, eram)...
saudades , simples assim, como as perguntas.
de tao fragil
caiu
e desmanchou-se no chão
cimento puro da
realidade.
acordou , entao.
utopias devassadas
vestidos floridos na janela
lembranças de um bebê tristonho
loucuras de amor
cartas e fotografias - rasgadas, queimadas
quem era essa mulher que gritava de dor???

25 maio 2008

, tempo pra fazer um montão de coisas e um montao de coisas por fazer....que relógio é esse do desassossego e da rapidez??

16 abril 2008


“Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.”
“Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre la mar.”


Antonio Machado

foto: PEDRO MARTINS PEREIRA

"Vossos filhos não são vossos filhos.

São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma.

Vêm através de vós, mas não de vós.

E, embora vivam convosco, a vós não pertencem.

Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,

Pois eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;

Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis faze-los como vós,

Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

Vós sois o arco dos quais vossos filhos, quais setas vivas, são arremessados.

O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com Sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.

Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:

Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco, que permanece estável."

Gibran Khalil Gibran

( 1883 – 1931 )


a felicidade era acreditar simplesmente na imagem.
a imagem era simplesmente de bresson.
bresson nao fotografa mais.
eu continuo sonhando.
a felicidade continua sendo a imagem, perpetuada.
o resto, é resto.
bla bla bla

09 março 2008

Para minhas amigas...
>
> todas: as guerreiras, as quietinhas, as descoladas, as que cantam, as que encantam, as que buscam, as que retornam,as que falam doce, as que se submetem, as que fingem, as que dão a cara a tapa, as que amam-odeiam-e-amam-de-novo, as que acordam cedo demais, as que dormem tarde demais, as que nao dormem, as que engordam, que fazem regime, as que emagrecem por um amor perdido, as que menstruam, as que secaram o sangue sem secar a vida, as que sao vegetarianas, as que adoram churrasco com cerveja, as que administram a casa, as que administram a empregada, as que perdoaram uma traição, as que odeiam a ex, as que aturam a sogra chata, as que amam a sogra, as gravidas,,as que resolvem seus problemas enquanto trocam fraldas - escolhem tomate na feira, as que gostam quando mexem com ela na rua, as que pintam os cabelos, as que cortam, as que andam de salto,as peruas e as de chinelo havaiana, as de vestidinhos, saias, as de shorts e calça jeans, as que usam ouro, as que usam
> miçangas, as que usam guias, as que rezam, fazem promessas, cumprem algumas, outras esquecem, as que têm filhos, as que os filhos se foram, as que perderam seus filhos, as que nunca terão, as que namoram demais, amam demais, choram demais, riem demais, bebem demais - cerveja, shake ou chá verde ou de hortelã, as que ainda bordam, tricotam, cortam e montam os albuns de fotografia..as que leem muito, leem pouco, as que vao ao cinema, as que raramente vão, as que namoram meninas, as que namoram meninos, as que namoram os coroas, as que casam, as que querem casar, as que querem descasar, as que retornaram, as que trocaram, as que foram trocadas, as que foram embora do país, as que estudam muito, as que nem querem saber de estudar, as que acham tudo lindo, ou tudo feio, as que se sentem injustiçadas, que brigam, que se negam a ver o mundo em preto e branco, as que fotografam em preto e branco, as que somem, as que aparecem sempre, as que ligam, que mandam torpedo, as que
> ouvem, as que falam, as que trocam, as que apenas dão, as que apenas recebem...e tantas outras coisas...
> mas...a todas minhas amigas que eu tanto gosto, admiro, respeito e amo..
> Minhas amigas UM DIA(escrito a noite) SUPER LINDO E CHEIO DE AMOR E PAZ PRA VCS !!!
>
> com todo meu carinho, ISABEL / BEL/
>
> p.s. vcs se "acharam" aí no meu texto-bagunçado???

04 março 2008

A felicidade dói um pouquinho
dá medo
às vezes dá vontade de chorar...
como se estivesse prevendo
o próprio fim.
fim do choro? da felicidade? de si? da dor?

não sei. responda você.

24 fevereiro 2008

Isabel: conversa fragmentada entre eu e tu.

e tu nada, né? fico de mal assim......amo vc em fernanda e vice-versa. quero emília tb nos olhos, de verdade, fora do virtual. tempo passa..é isso... bru kd tu?

vai um pedacinho de conversa, de projetos nao concluídos. de ti, de mim, de nós.

Explicando: Emília sou eu amanhã, lá no Jardim ângela em São Paulo.

06 fevereiro 2008

devagarinho
enfia a cabeça no travesseiro
e dorme teu sono mais profundo.
e esquece que foi bom.
nao consegue?


=vai colando , meu bem, esses pequenos papéis rasgados em sua fúria anterior . refaz essa história através da colagem de ti mesma, que ainda sangra e chora de dor. ou vai embora desse mundo -cão. vc - mais cão sem dono impossível.
eram tao pequenas.tao frageis.tao doces e delicadas.brincavam em volta de ti como bolhas de sabão .- i-na-ces-sí-veis.
a possibilidade do sonho que nao é realidade já alimenta a alma.

03 fevereiro 2008

A cidade cresce.
con-cre-ta-mente.

prédios .prédios.prédios.

aquela casa? prédio.

aquele casarão ? prédio.

e a fotografia num álbum qualquer pra gente não esquecer.

Ouro Verde..faz um tempo...

27/08/2007

A nota deveria ser 1.000 !!!
Conheci recentemente o Ouro Verde, os "senhores" mais lindos, simpáticos, "fofos", tocadores, cantadores e "encantadores" de uma verdadeira Roda de Samba"...Mas ainda não tinha ido ao Ouro Verde..e a Primeira Vez -é mesmo MUITA EMOÇÃO, VÊ-LOS TÃO UNIDOS, CANTANDO, TOCANDO SAMBA DE QUALIDADE, RESGATANDO MÚSICAS DO PASSADO,( ATÉ UMA MÚSICA DE CLARA NUNES QUE MINHA MÃE ADORAVA ELES CANTARAM...)É EMOCIONANTE VER O PESSOAL EM VOLTA OLHANDO PRA ELES, CANTANDO AS MÚSICAS JUNTOS, BATENDO PALMA, CURTINDO MESMO, COM O MAIOR RESPEITO E ADMIRAÇÃO...
enfim, um bom lugar para ir sábado a noite...e saber que a boa música ainda está entre nós, ali pertinho, no MARAPÉ !
E, Pytisca, sei que estou "devendo" as fotos do "Caros Amigos"..Me aguarde, hein! Bjs a todos e que o Seu Mário se recupere e fique bem-bom pra Roda ! bjs bjs ISABEL
Isabel Nascimento
13 de Agosto de 2007

Horário: Sáb (20h)
Couvert: Sem couvert
Consumação: Sem consumação
Endereço: Rua Nove de Julho (Marapé (Canal 1)) (13) 3251-0320 Santos _SP_
Ruy Castro, em sua crônica " A última do carioca", diz que na Lapa hoje temos Teresa Cristina no lugar de Dolores Duran.
Reafirmo- as duas são maravilhosas e encantam . Eu não vi Dolores Duran,(mas ouço) e conheço e adoro a voz e o trabalho da Teresa Crisitina. É conhecer pra confirmar!

02 fevereiro 2008

Show do Arnaldo Antunes (Santos-SP)

quem foi, viu-sentiu..especialmente em:

Quarto de dormir

Arnaldo Antunes

Composição: Arnaldo Antunes / Marcelo Jeneci

um dia desses você vai ficar lembrando de nós dois
e não vai acender a luz do quarto quando o sol se for
bem abraçada no lençol da cama vai chorar por nós
pensando no escuro ter ouvido o som da minha voz
vai acariciar seu próprio corpo e na imaginação
fazer de conta que a sua agora é a minha mão
mas eu não vou saber de nada do que você vai sentir
sozinha no seu quarto de dormir

no cine-pensamento eu também tento reconstituir
as coisas que um dia você disse pra me seduzir
enquanto na janela espero a chuva que não quer cair
o vento traz o riso seu que sempre me fazia rir
e o mundo vai dar voltas sobre voltas ao redor de si
até toda memória dessa nossa estória se extinguir
e você nunca vai saber de nada do que eu senti
sozinho no meu quarto de dormir

tão pequenininho esse pensamento. nem fica bem em um homem tão imenso de sonhos.

28 janeiro 2008

isso.fica aí quietinho: imóvel/ pa-ra-li-sa-do.
a vida continua fora de seu pequeno espaço
e você continua dando voltas em torno de si.
dorme pequeno
descansa tuas pequenas mãozinhas machucadas.
Mais que sangue em minhas mãos
meu coração também sangra.
cana-facão-sol-tristeza
tenho todos os filhos pra cuidar
entao, corto a cana
em cada corte, vai um pedaço de minha leveza.
Endureço.
Nem um facão, nem ninguém conseguirá me derrubar!

Para minha Tia Marina

23 janeiro 2008

Em Babemba, tribo da África do Sul, quando uma pessoa age de forma irresponsável ou injusta, é colocada no centro da vila, sozinha e sem nada que a prenda. Todo trabalho cessa, e todo homem, mulher e criança da vila se reúnem num grande círculo ao redor da pessoa acusada. A seguir, cada pessoa da tribo fala com a acusada, uma de cada vez, relembrando as boas coisas que a pessoa do centro do círculo tenha feito na vida.
Todo incidente, toda experiência que possa ser lembada com algum detalhe e precisão é relatado. Todos os seus atributos positivos, boas ações, força de vontade e generosidade são declarados cuidadosamente e em detalhes. Muitas vezes, essa cerimônia tribal dura vários dias. Ao final, o círculo tribal é quebrado, e dá lugar a uma celebração de júbilo, e a pessoa, simbolicamente e literalmente,é recebida, com boas-vindas, de volta à tribo.
No templo do perdão, nós somos lembrados de nossas próprias virtudes. Se nós pudéssemos ajudar uns aos outros a construir templos de perdões ao invés de prisões ! Nós podemos. Em nossos próprios corações.

(A Arte do Perdão , da Teernura e da Paz/
J.Kornfield. Ed Cultrix)
sai assim de mansinho, nem fecha a porta, o vento fará isso por ti.

http://maeglobal.blogspot.com/