29 dezembro 2007

seus pezinhos tolos em saltinhos envernizados
verniz de vc
que achou glamour e se perdeu

teu verniz
é isso tudo:
ABSOLUTAMENTE
ar-ti-fi-ci-al

28 dezembro 2007

27/12/2007 - 13h40

Benazir Bhutto é assassinada; ditador paquistanês pede calma à população

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da Folha Online

A ex-premiê e líder opositora do Paquistão, Benazir Bhutto, foi assassinada nesta quinta-feira, aparentemente após receber tiros no pescoço e no peito. As causas de sua morte, porém, ainda não foram determinadas, uma vez que um ataque a bomba ocorreu na seqüência. Ao menos outras 20 pessoas morreram no atentado.

Pessoas que lutam por seus ideais e pelos ideais de uma democracia, nao morrem em vão...
e a HISTÓRIA SE REPETE:
Ela era filha de Zulfikar Ali Bhutto, que foi premiê do Paquistão na década de 1970 e foi assassinado pelo ditador general Zia ul Haq. Com a morte de Zulfikar, a ex-premiê assumiu a direção do PPP, fundado por seu pai em 1967.

Benazir

Chico César

Composição: (Chico César)

não aponte o dedo
para benazir butho
seu puto
ela está de luto
pela morte do pai
não aponte o dedo
para benazir
esse dedo em riste
esse medo triste
é você
benazir resiste
o olho que existe
é o que vê








14 dezembro 2007

12 agosto 2007

aquela esmola, sempre aquela esmola de carinho
e a esperança gigante, numa eterna esmola de felicidade
odeio tudo isso em mim-em-ti-em-nós

12 julho 2007

então, de mansinho
outros olhos te povoam a alma
e o coração
parando de doer
finalmente se alegra...

24 junho 2007

DESTINO DO POETA

" Palavras? Sim. De ar
e perdidas no ar.
Deixa que eu me perca entre palavras,
deixa que eu seja o ar entre esses lábios,
um sopro erramundo sem contornos,
breve aroma que no ar se desvanece.
Também a luz em si mesma se perde. "
[OCTAVIO PAZ]

22 junho 2007

2

a dizer outra vez
se não me ensinares eu não aprendo
a dizer outra vez que há uma última vez
mesmo para as últimas vezes
últimas vezes em que se implora
últimas vezes em que se ama
em que se sabe e não se sabe em que se finge
uma última vez mesmo para as últimas vezes em que se diz
se não me amares eu não serei amado
se eu não te amar eu não amarei

palavras rançosas a resolver outra vez no coração
amor amor amor pancada de velha batedeira
pilando o sono inalterável
das palavras

aterrorizado outra vez
de não amar
de amar e não seres tu
de ser amado e não ser por ti
de saber e não saber e fingir
e fingir

eu e todos os outros que te hão-de amar
se te amarem


3

a não ser que te amem




a vida podia nao ter nenhuma, mas na folha de papel, era Substância... e como personagem de Guimarães Rosa, me deu forças.
"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte"

João Cabral de Melo Neto// Cordel do Fogo Encantado
"...Senhor já que a dor é nossa
e a fraqueza que ela tem
Dai-nos ao menos a força
De não mostrar a ninguém..."
Quando eu tinha uns 3 anos, no quintal de casa, pisei num prego, todo enferrujado, num pedaço de pau velho... Gritei de dor e minha tia Catarina me pegou no colo e correndo passou alcool. Ardeu tanto, tanto, eu gritei mais ainda... e fiquei naquele colo, soluçando por um bom tempo. Ficou uma cicatriz ... Hoje nao tenho mais a cicatriz, nem a dor, mas a lembrança do colo.
"Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite"
Caio Fernando Abreu

13 junho 2007

sobrevivendo por hj às vielas da periferia brava de onde trabalho..é ver pra crer: oque dá na tv- é tudo verdade..e to impressionada com o pessoal que se mantém ÍNTEGRO, honesto, e GENEROSO, apesar de TUDO..é f---!!!!!!!!!

12 junho 2007

Pró desistência do sofrimento em Prol da Vida que ainda pulsa e do que virá. Esperança, pura e ingênua esperança. Mas do verbo, "esperançar"(de Paulo Freire).

10 junho 2007

Melancolia de desaparecer

Agustin Foxá (Tradução Livre - Bruno Villela -poeta-filósofo-amigo)

E pensar que depois que eu morrer
Ainda surgirão manhãs luminosas,
Que sob um céu azul, a primavera,
Indiferente a minha mansão derradeira
encarnará na seda das rosas.

E pensar que, nua, azul, lasciva,
Sobre meus ossos dançará a vida,
E que haverá novos céus de escarlate,
banhados pela luz do sol poente
e noites cheias dessa luz de prata,
que inundaram minha velha serenata,
quando ainda cantava Deus, na minha frente

E pensar que não posso em meu egoísmo
levar-me ao sol nem ao céu em minha mortalha;
que hei de marchar sozinho até o abismo,
e que a lua brilhará igual
e já não verá daqui meu caixão de palha
às vezes tenho a impressão que acordarei amanhã com 80 anos...

07 junho 2007

- Vou reescrever esse livro, darei o títuloode Pequenos Sertões, vc promete ler??
Guimarães psicografado

05 junho 2007

BRUNO ESCREVE LINDAMENTE !!! eu apenas "copiar-colar"

Travando sem esquiva a esmo meu último round de um lado está eu mesmo a deriva de todo esse surround e de outro a tentativa de um haroldo underground e assim segue a briga da escrita E que o soco final da rima não se desfralde
BRUNO VILELA SOFISTINHA !!! o recado abaixo é pra tu,
então, voltei a escrever besteiras(um blog antigo, blog de nada, ressucitei o coitado.. impulsionada pela destruiçao de mim mesma aparece uma criação pequena, a la picasso, plagio , quase um plagio...um plagio do que eu gostaria de ser um dia ..vc é unico pra dar palpites e pitecos, mas num boteco, com cerveja e agua! bjos

nao vou assistir nação Zumbi, sem grana, sem cabeça e corpo pra esse show!! deixa, to me refazendo..vou ressurgir..tá foda!mas eu aguento. que sangue é esse que corre nas minhas veias??? NOR-DES-TINO !!
o assombro de mim que me resta entre tantos eus.despedida de letras e curvas e fumaças.tudo me leva a crer no fim.fim para recomeço.força de gavião.gavião de cima da "pedra mais alta".vôo noturno entre sonhos e pesadelos. basta de tudo. retira-me a tábua da salvação. quero afundar .

04 junho 2007


roubando Bresson do Ingo..é assim, pelos becos que às vezes a gente se vê...
"NÃO AO OUTDOOR
SIM À ARTEDOOR " AVENIDA IBIRAPUERA - SP 02/06/2007
louca estava louca ficava quando a caixinha era aberta. tudo que trouxera do mundo externo foi essa caixinha.quando tinha crises, gritava, chorava e saía correndo gritando alguns nomes - dos filhos, de um suposto marido - a forma de acalmar era abrir a tal caixinha - mas ela mesma tinha que abrí-la, nao outra pessoa. se outra pessoa mexesse, ela surtava.
A caixinha era tudo que sobrou de sua vida. a caixinha era oque de melhor ela foi um dia.
um belo dia, como belos tem que ser os finais das histórias, pequenas ou não, um belo dia ela acordou, pegou a caixinha e pos fogo.tomou banho, pois sua melhor roupa, foi na igrejinha do hospital. sentou no banco e disse pra si mesma:
- me libertei .
Acalmou-se. foi melhorando. foi pra casa. e está até hj procurando a caixinha.

o velhinho escrevia poemas escondido no fundo da sua casa, próximo a uma arvore perdido que estava em sua atual vida. sua memória afetiva ditava-lhe os textos - era sobre um grande amor de sua meninice, quando ainda acreditava no amor. ele nao sabia q era isso. ele apenas escrevia. depois esquecia. seu grande amor havia morrido de tristeza, de saudades. ele permanecia vivo e preso ao quintal de sua casa.sua mulher o abandonara por um homem mais rico, antes amante. agora era apenas ele e a filha de sua primeira mulher que ainda lhe devotava imenso carinho e via nele a possibilidade de se redimir, um pouco tarde, mas...
a filha olhava carinhosamente pra ele e lembrava da mãe.

03 junho 2007

01 junho 2007


"Abaixo de Deus, sob o domínio de Noélia..." Onésio

nem por mim !!!!Mas meus olhos me entregam

passo lento, ruminando, em direção ao digerir, tudo que tinha... paciência de boi, mas boi do sertão ! Sou nordestina, cabra! Te espero...
Meu diário inacabado enqto vivo. tudo nosso é assim - I-NA-CA-BA-DO
Alma triste. Corpo insano e ao mesmo tempo sedado
LIVRARIA CULTURA -SP
ENORME ! LINDA !
Mas meu amor nao estava comigo na paulista.Meu amor me aponta o dedo e e a Paz do meu Deus. Meu grande amor me olhou com olhos (eternos) de Jesuscristinho e...
e eu fico a olhar, me perguntando sem querer saber a resposta - onde nos perdemos? e se nos perdemos de nós, quem nos encontrou - encontrou para si mesmo, não para nós. ninguém nos achou. eu nao me achei. me busco no amor perdido apenas - simples assim. objeto de desejo onírico-real no mundo imaginário. choro sempre as mesmas lágrimas de morte, de mortes. sinto tanto.
Meu amor não passei comigo de mãos dadas por Clarice, nem Niobes, nem pelos olhares viajantes de uma galeria. Nenhum artista compactua com nosso amor. agora é minha solidão em mim mesma.
Metrô. fim da linha - prá uns . Pra outros - começa tudo outra vez.
Eu queria partir novamente. RECOMEÇAR A VIAGEM. 29/05/07
é assim como uma pequena brincadeira-ilusão-dentro de ti mesmo que nasce a desilusão também. brincadeira-jogo de faz-de-conta, que nao faz bem a ninguém. Continuo achando que tudo é um pesadelo e me encontrando cada vez mais num caos desordenado de mim . paga-se o preço por isso. entao nao pague você o preço e na final te comprarão com mil rasgações de seda. e seda escorrega, mesmo a mais pura delas. gosto de texturas.daquelas que nos rasgam a pele. mas são verdadeiras - vê-se as feridas e se diz - ó, nao foi nada. nao quero tua pena-doce-generosa-compartilhada.preferia teu ódio verbalizado, tua raiva exposta e tua partida. nao acredite numa só palavra que escrevo."em verdade vos digo": ainda amo o amor em mim" - sem falsas pretensões - com todas as verdades e desafios que me imponho - mas sózinha nao sou nada nem há desafio. e contigo há uma luta interna, vã e de corpos.e a alma é apenas uma alma- sofrida e esperançosa.
quem disse que amar me impõem o desejo de querer? amar é apenasmente amar...simples assim

21 janeiro 2007

MInha cidade nublada e chuvosa e fria em manhãs de domingos solitários
minha saudade de sóis e de ti em minha cidade
que navega em outros mares distantes distantes
mas vejo os navios ao fundo
e é outra cidade dentro dessa mesma
pela janela pela sacada
vejo o mar as ondas a chuva
minto - não vejo navios.